Transportes. Custo da dívida é o maior risco e também o menos controlável

A reestruturação do sector dos transportes vai atacar várias frentes, dos tarifários à redução de efectivos passando pela gestão das infra-estruturas. Já o maior dos problemas, a dívida e o seu custo, não pode ser atacado tão frontalmente. Nas empresas deste sector já incluídas no Orçamento do Estado, o peso dos juros duplicou desde 2010, para mais de 700 milhões de euros no próximo ano, segundo o Orçamento para 2012.

“O grande risco está no custo da dívida, há muito pouca margem negocial nesse capítulo”, admitiu fonte oficial do Ministério da Economia e do Emprego num encontro com jornalistas. “Derrapagens nestas empresas serão derrapagens no Orçamento do Estado”, salientou a mesma fonte, referindo-se aos metros de Lisboa e Porto assim como à Refer, as empresas de transportes já incluídas nas contas globais do país. E se houver derrapagens nem o dinheiro da troika servirá para compensar, já que nos 78 mil milhões emprestados pelo FMI/BCE e CE não foram consideradas as necessidades destas empresas. [Ler mais]

in: Jornal i, 20 Outubro 2011