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Ideias para o país

Num país onde se pede até à exaustão que sejamos inovadores, a falta de medidas inovadoras do governo assusta. A receita tem sido: mais impostos, cortar salários, subsídios de Natal e apoios sociais. Uau. Mas, como isto não é só mandar vir, junto ideias avulso.

1) Desemprego: Em vez de dar €100 milhões às empresas para que contratem por €485 – é isso que vai acontecer –, porque não uma medida que passe pela isenção de todos os impostos sobre o trabalho para quem contrate um desempregado? Imagine que um trabalhador custa €200 em imposto e segurança social. O Estado abdica do valor e divide o mesmo pela empresa e trabalhador. Assim o Estado abdica de €100 em prol do trabalhador e outros €100 para a empresa. Ganhos? Menos um subsídio pago pelo Estado; o trabalhador fica com um salário menos ridículo e não tem custos extra para a empresa. E a vantagem é progressiva:quanto melhor o salário, maior a poupança – e para evitar abusos poderia limitar-se o acesso das empresas: só podem recorrer uma vez ou/e até um máximo de três casos.

Outra ideia: suplementos salariais a quem aceite emprego. Em vez de o desempregado ter de escolher entre um subsídio de €800 e um emprego de €485 – ter comida ou passar fome, portanto –, por que razão o Estado não lhe dá mais €315 se ele aceitar esse emprego? O desempregado que custava €800 ao Estado passa a custar €315. Ganhos: o contribuinte passa a custar menos €5820/ano ao Estado – e, novamente, as empresas teriam acesso limitado. Estas ideias para o desemprego teriam uma existência limitada no tempo – enquanto isto está tudo a cair de podre – e não só o Estado poupa em subsídios, como não gasta nada com estas medidas, potenciando ao mesmo tempo o consumo e a revitalização da economia –logo, mais receitas fiscais.

2) Fisco: Porque não legalizar a prostituição e as drogas leves? Além dos ganhos sociais, estaríamos a trazer para o sistema actividades que nunca deixarão de existir. Cobrar impostos a quem paga por sexo ou quer drogar-se sem ser com ansiolíticos é melhor do que exigir que todos – até os desempregados – paguem 23%de IVA para ter luz em casa.

in: Jornal i, 29 Setembro 2011

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