Saldo entre exportações e importações foi -3,2 mil milhões de euros nos primeiros cinco meses do ano, uma melhoria de 32% que equivale quase a 1% do PIB.
Mais 791,9 milhões de euros em vendas ao exterior e menos 756,1 milhões de euros em compras ao exterior. Foi desta forma que a economia portuguesa conseguiu melhorar o saldo da balança comercial nos primeiros cinco meses de 2013. Os dados foram ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e mostram assim uma melhoria de 1550 milhões de euros no défice das trocas portuguesas com o exterior, valor que equivale a perto de 1% do produto interno bruto – na casa dos 160 mil milhões anuais.
Em termos mensais, mostram os cálculos do i tendo por base os valores do INE, a economia portuguesa tem conseguido reduzir o défice da balança comercial a um ritmo médio de 653 milhões de euros por mês, com o pico a ocorrer em Fevereiro, quando viu o défice mensal das trocas comerciais recuar 744,4 milhões de euros – uma quebra de 45,6% em relação a Fevereiro de 2012. Já em Maio, último mês avançado pelo INE, o ganho foi de 600 milhões de euros, com o défice comercial do país a cair 39,3% face ao mesmo mês de 2012.
“Em termos de taxa de variação homóloga, em Maio de 2013 as exportações aumentaram 5,6% e as importações diminuíram 3,2%, face, respectivamente, a +16,8% e +9,3% em Abril de 2013”, salienta o INE no seu destaque sobre o comércio internacional até Maio. É na rubrica de combustíveis e lubrificantes que a economia portuguesa tem conseguido sustentar a recuperação dos maus valores da sua balança comercial. Os dados do instituto estatístico mostram que nos três meses entre Março e Maio deste ano houve um crescimento de 51% nas vendas destes produtos ao exterior – de 903 milhões para 1367 milhões de euros. Além dos combustíveis e lubrificantes, também as restantes categorias de produtos estão a assistir a um aumento das vendas ao exterior, ainda que com menor impacto no saldo global. A excepção encontra-se no material de transporte e acessórios, onde as exportações recuaram 8,3% entre Março e Maio deste ano.
Já a queda das importações está a ser alimentada por quebras em quatro das sete categorias de produtos identificadas pelo INE, com Portugal a reduzir 5,8% as compras de combustíveis ao exterior e 3,4% a compra de maquinaria, sinais e efeitos do arrefecimento económico que o país atravessa, com o investimento, tanto público como privado, em níveis historicamente baixos.
Menos dependente da UE A dependência de Portugal da União Europeia, região em crise, está a cair ao longo deste ano, ainda que continue com um peso elevado para o saldo global português. Entre Janeiro e Maio deste ano, 70,8% das exportações portuguesas foram para países da UE, valor que compara com os 72,1% registados nos primeiros cinco meses de 2012 – até Maio, as exportações totais de Portugal subiram 4,1%, tendo as exportações para a UE crescido apenas 2,3%. Já em relação às importações, o empobrecimento das famílias e das empresas em Portugal está também a passar factura à União: Portugal comprou menos 781 milhões à UE até Maio, tendo aumentado as importações de fora da UE.
in: Jornal i, 11 Julho 2013