Ajuda. Conjuntura piora. Optimismo continua em força

O desemprego vai continuar a crescer este ano e nos primeiros meses de 2013, fruto de mais falências, quebra da procura interna, de uma recessão maior que o previsto, de 3,3% do produto interno bruto, e do atraso natural que a eventual recuperação do país terá na empregabilidade. Ontem o governo recebeu nova nota positiva da troika sobre o cumprimento do programa de ajustamento, mas os alertas continuam em máximos: apesar dos bons progressos, o mais difícil ainda está pela frente e, se as perspectivas forem novamente revistas em baixa, tudo pode correr mal.

Considerando as previsões do governo ontem apresentadas, de uma taxa de desemprego de 14,5%, isso implica que ao longo deste ano deverão ser destruídos mais 30 mil postos de trabalho, empregos que só deverão começar a ser recuperados a partir da segunda metade do próximo ano, caso as melhores previsões de recuperação se confirmem. Este crescimento inesperado do desemprego nos próximos meses terá impacto nas despesas sociais do Estado, algo que, segundo Vítor Gaspar, ministro das Finanças, terá de ser compensado por acertos na despesa pública que não obrigarão a mais medidas de austeridade, pelo menos do lado da receita. [Ler mais]

in: Jornal i, 29 Fevereiro 2012