É um retrato negro aquele que chega do país além de Lisboa e do Porto e além dos números, dívidas e da Lei das Finanças Locais. Falamos das histórias de pobreza crescente, dos milhares de pedidos de ajuda que ficam por responder e do pouco que os responsáveis locais podem fazer pelos seus munícipes. A rede de segurança das câmaras está montada, regulamentada, estratificada. Mas esta rede tem uma malha cada vez menos resistente, dizem os próprios autarcas, que alertam para o outro lado dos cortes a direito nas pensões, nos salários e nas transferências e restrições no acesso ao crédito impostas pela administração central.
O i estudou os apoios sociais que 121 câmaras municipais do Continente concedem a mais de 125 mil pessoas com rendimentos equivalentes a 75% ou menos do salário mínimo. De norte a sul, encontra–se de tudo um pouco: há autarquias onde 13% do total de munícipes estão “comprovadamente” em condição carenciada e vulnerável – no Crato a câmara tem de apoiar 450 pessoas numa população de 3565 –, outras câmaras respondem simplesmente que, “salvo o devido respeito, a autarquia não é a Santa Casa da Misericórdia ou a Segurança Social” – Murtosa –, e depois há aquelas que nem tentam esconder as falhas, como Vendas Novas: “É impossível dar uma resposta, mínima que seja, a todos os pedidos dos nossos munícipes que passam por grandes dificuldades.” [Ler mais]
Especial apoios sociais das autarquias: Ver segunda parte
Ver em página: Especial apoios municipais – Parte 1
Ver em página: Especial apoios municipais – Parte 2
in: 21 Janeiro 2012
1 Comment