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Nem é cedo, nem é tarde, a melhor altura para poupar é agora

Nunca é cedo nem nunca é tarde demais para começar a poupar. Acautelar e preparar o futuro são os principais objectivos da poupança, independentemente da idade com que começa. Mas apesar de existirem regras comuns a todas as idades, a estratégia pode variar.

in: Público, 10 fevereiro 2021

A melhor altura para arrancar com um plano de poupança é agora. Não que esteja na idade certa, ou que esta seja uma fase em que a poupança esteja especialmente recompensadora. Apenas porque «agora» é sempre a melhor altura para começar: é a velha história de não deixar para amanhã o que pode fazer hoje. Porque o que fizer hoje vai protegê-lo amanhã.

Quando se fala de poupança, qualquer altura é a altura ideal para começar, ainda que quanto mais cedo, mais tempo e mais perspectivas existem. Mas isto é no plano teórico, já que nesse «cedo» muitos ainda estão em início de carreira, com um nível salarial mais reduzido, talvez até em situação mais precária, pelo que só mesmo mais tarde é que a «poupança» começa a surgir como prioridade. Mas começar tarde tem o seu lado positivo: a maturidade já é diferente e a situação profissional pode estar mais estabilizada. 

Esteja a começar cedo ou tarde, uma das formas rápidas de ter uma noção de quanto pode poupar seja em prazos curtos ou longos passa por recorrer ao Simulador de Poupança BPI, onde consegue antecipar cenários de Poupança com entregas mensais desde 25 euros e prazos de um a cinquenta anos. Ver quanto pode amealhar pode dar a motivação para começar (ou reforçar) o seu plano de poupança o quanto antes — mas nunca se esqueça que está perante uma simulação, não constituindo qualquer garantia de rentabilidade futura.

Criar o hábito nos mais novos

Uma das formas de garantir que a poupança é algo que se começa cedo passa por incutir esse hábito na próxima geração. A abertura de uma Conta Poupança para os mais novos, desafiando-os a atingir alguns objectivos relativamente curtos e palpáveis, como comprar uma bicicleta, smartphone, computador ou uma viagem, é uma boa forma de o fazer.

Mas para «início de conversa» em relação à poupança, manter o dinheiro amealhado visível (num mealheiro, por exemplo), pode reforçar a motivação dos mais jovens, que assim acompanham de perto a evolução do dinheiro. Mas para que os mais jovens consigam ir interiorizando a importância da gestão financeira, precisam de um fluxo estável de dinheiro, pelo que poderá atribuir-lhes uma semanada ou mesada — mesmo que a troco de cumprirem algumas tarefas domésticas.

A introdução aos bancos e às contas poupança é outro patamar que pode ser trabalhado através da educação. «Negociar» um aumento desta semanada ou mesada desde que parte desta comece a ser canalizada para uma Solução de Poupança Júnior pode ser uma via para o fazer. Neste segmento, o BPI apresenta um leque de produtos específicos para os mais novos (“Eu Sou Júnior“) , permitindo que a mesma conta acompanhe uma criança dos zero aos 25 anos. A partir daqui, e já com alguma poupança e literacia financeira acumulada, o jovem estará mais bem preparado para enfrentar a vida adulta.

Regras e objectivos para todas as idades

Independentemente da idade com que se inicia a poupança, há prioridades, objectivos e regras que se devem manter constantes. No primeiro caso, e tenha 20, 40 ou 60 anos, a prioridade de qualquer plano de poupança deve passar pela criação de um fundo de emergência (ver caixa). Já quanto ao objectivo, este deve ser sempre o mesmo: preparar e acautelar o futuro — seja tratar do orçamento para umas férias, seja acautelar um imprevisto ou a reforma.

Há de seguida um punhado de ensinamentos, ou regras, que devem sempre ser tidos em conta. A começar pelo básico: não gastar mais do que se ganha, o que obriga a ter uma noção clara de todas as contas e responsabilidades mensais e, se necessário, corrigi-las.

Estes ensinamentos e regras passam igualmente pela noção de que a melhor forma de poupar passa por colocar de lado uma quantia certa logo no início do mês. A poupança deve ser algo deliberado, consciente e ritmado: poupar «o que sobra» no final do mês é tudo menos isso. Também a diversificação é palavra a reter. E não é só diversificar os produtos ou soluções em que aplica as suas poupanças, mas também as próprias fontes de rendimento. Se tiver mais do que um rendimento, é menos provável ser apanhado «em falso» se um falhar.

Assegurada a criação do fundo de emergência antes referido, a poupança subsequente poderá então ser direccionada para outro tipo de objectivos. Se quiser apostar no longo-prazo, o destaque óbvio são os Plano Poupança Reforma (PPR), que através de pequenas contribuições mensais nos permitem ir poupando para assegurar que nada nos falta na hora da aposentação.

No caso da preparação da Reforma, é relevante ter consciência de quais as perspectivas actuais para a sua pensão, sendo esta a melhor forma de perceber em que condições entrará nessa nova fase da sua vida. Para tal pode consultar o Simulador de Reforma BPI para conhecer o valor estimado da sua pensão futura. Com a estimativa em mão, pode depois simular quanto é que pode ambicionar acumular através de um PPR, seja na opção de Resgate Total aquando da reforma, seja em Complemento de Reforma, através do Simulador PPR BPI — mas lembre-se: está perante uma simulação, o que não é garante de rentabilidade futura.

Poupar aos 20 anos

Apreendidas algumas regras válidas para qualquer idade, as estratégias e objectivos que pode seguir podem variar bastante com a idade. Na casa dos 20 anos é normalmente a altura em que se tomam decisões estruturais de longo-prazo, como a constituição de família ou a aquisição de uma casa. Esta é uma boa altura para preparar poupanças a todos os prazos.

Desde logo, porque caso queira criar o seu PPR assim que comece a sua vida profissional, pode fazê-lo sem grandes preocupações relativamente às entregas mensais — pode começar com pouco e ir aumentando as contribuições gradualmente ao longo do resto da carreira. Ao fazê-lo ganha margem para outros projectos de poupança, a curto e médio-prazo. Juntar o suficiente para dar a entrada para uma habitação, por exemplo, pode ser uma estratégia a 5/10 anos.

São várias as Soluções de Poupança hoje existentes para prazos até 10 anos e, dependendo da análise do perfil de investimento do Cliente, o BPI possui uma oferta completa com produtos que satisfazem todas as necessidades de um aforrador (Depósitos a Prazo, Fundos de Investimento, Seguros de Capitalização, entre outros). Como primeira abordagem pode consultar a oferta do BPI  e, quando já tiver uma ideia mais aproximada do que procura, poderá contactar directamente um balcão BPI para perceber a oferta mais ajustada ao seu caso.

Poupar aos 40 anos (e mesmo aos 60)

São várias as razões que podem justificar não se ter começado a poupar mais cedo, profissionais ou pessoais. De todas as formas, e como atrás salientámos, nunca é tarde para começar. Pode ainda ter 20 ou mais anos de vida profissional pela frente, o que é uma óptima perspectiva — do ponto de vista da poupança, pelo menos. Terá também vantagens que só chegam com a idade, como um maior nível de ponderação, uma melhor situação profissional ou algum património, por exemplo.

Nesta fase da vida, as estratégias variam consoante o que foi ou não conseguido antes. Pode ou não já ter comprado casa, pode ou não já ter iniciado um PPR, mesmo que tímido. Apostar mais neste último será sempre uma boa opção, pois a reforma está a aproximar-se, mas apostar noutras Soluções de Poupança que assegurem que nada lhe faltará até lá é também de ponderar — e se ainda não tiver a sua «rede de segurança», já sabe que esta deve ser a prioridade.

Já quando a idade da reforma estiver realmente próxima, uma situação que deve ponderar bem passa por tomar a decisão relativamente ao produto do seu PPR, se irá para reforçar a sua pensão ou se será resgatado de uma só vez. Nesta análise, há que ter em conta que há custos que «disparam» aquando da reforma, sendo de sublinhar, por exemplo, o seguro de saúde. No entanto, e caso opte pelo resgate total do seu PPR aquando da reforma, poderá procurar soluções de investimento de prazos reduzidos — a um, dois ou três anos — para extrair uma rendibilidade extra ao valor que foi acumulando. Também neste campo poderá sempre recorrer às equipas especializadas do BPI para conhecer a oferta completa de produtos específicos para aplicar em prazos mais curtos.

Prioridade: Fundo de emergência

  • Tal como o nome indica, a ideia é criar uma poupança com o único objectivo de proteger o seu orçamento de despesas inesperadas. Deve ser a prioridade das poupanças, já que é a sua «rede de segurança».
  • Idealmente, o fundo de emergência deve ser equivalente a 12 meses o valor das suas despesas fixas mensais, ainda que a partir dos seis meses já se considere que o fundo é robusto.
  • A ideia do fundo de emergência é ser um recurso de rápido acesso, pelo que o dinheiro deve estar facilmente acessível. Mas isto não significa que seja para guardar debaixo do colchão a desvalorizar.
  • Este montante pode ser colocado em aplicações de curto-prazo, de baixa tolerância ao risco. A ideia é encontrar uma solução que evite a desvalorização e que seja de fácil acesso – sem comissões de resgate.
  • Pode aplicar aquele montante em diferentes produtos financeiros, já que alguns só permitem movimentações ao fim de determinado período de tempo.
  • Além de criar a sua «rede de segurança» contra choques inesperados – perda de emprego, problema de saúde, etc. – o fundo de emergência permite ainda reduzir stress e ansiedade perante situações inesperadas.

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